Mesmo Marcelo Ponzoni, mesmo pensamento, mas de cara nova!
Agora você poderá acompanhar meus textos em novo endereço:
http://www.marceloponzoni.com.br
Muito obrigado a todos!
Marcelo Ponzoni
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Marcelo Ponzoni
Primeira pergunta: Quem é o cliente? Uma pessoa como nós, como nossos parentes, vizinhos, amigos. Bem, uma pessoa. Então vamos mudar de Relacionamento com o Cliente para Relacionamento com as Pessoas. Perceba que uma das grandes habilidades das pessoas que se relacionam bem é a espontaneidade. Veja também que para exercer um relacionamento capaz de gerar frutos existem vários pilares elementares.
Gostar de pessoas é um dos requisitos. As pessoas que gostam de pessoas são muito pouco julgadoras e procura entendê-las da maneira que são, pois todos nós, em situações diferentes, acabamos expondo os pontos positivos e negativos. Normalmente, quando entrevisto candidatos, peço para colocar três pontos positivos e três negativos sobre si mesmos. Costumo pedir primeiro os positivos, que saem com enorme facilidade e rapidez. Logo após, peço os negativos. Aí começam os pensamentos, as confusões, os famosos “veja bem”. Muitas vezes, passam-se mais de cinco minutos e nem o primeiro ponto negativo sai. Esse comportamento é comum, pois as pessoas, principalmente os jovens, pouco se avaliam. Se eu perguntar a um amigo dessas pessoas os pontos negativos, sairão aos montes e rapidamente! Isso mostra o quanto julgamos e o quão pouco nos avaliamos de verdade.
É preciso, sempre, avaliar com antecedência as necessidades esperadas das pessoas, pois características não são defeitos. Por exemplo, no geral gostamos mais de pessoas que ouvem àquelas que falam, pessoas sorridentes às soturnas, pessoas estáveis às alteradas, mas sabemos que está longe do nosso alcance sermos da maneira que gostaríamos. Sendo assim, a habilidade de nos esforçar para compreender mais as pessoas é fundamental.
Muitas vezes acabamos deixando de conhecer pessoas fantásticas por preconceito relacionado a características muito pequenas. Conheço algumas pessoas fantásticas das quais nunca consegui enxergar os dentes em um sorriso. Há também pessoas com um grande coração que não conseguem sequer olhar nos olhos, tamanha a submissão (não vamos confundir humildade com submissão).
O que quero colocar para todos é que comecem a permitir que pessoas com características específicas que lhe desagradam possam se aproximar sem barreiras. É imprescindível deixar os julgamentos precoces de lado, mesmo que momentaneamente, pois também estamos sendo julgado por outras pessoas.
Relacionar-se é o ato de promover permissões sem julgamento. É buscar a compreensão das características. É avaliar os seus defeitos com mais precisão que o outro e entender os anseios do seu interlocutor antes mesmo que ele se manifeste. É através do relacionamento que se faz a construção do conhecimento e que se torna possível a realização de sonhos, sejam eles profissionais ou pessoais. É importante entender que um ser sozinho, isolado, pode dar alguns passos rumo a um objetivo pré-definido, porém, em determinado momento dessa caminhada, por essa pessoa não saber estabelecer relações, seu objetivo ficará cada vez mais distante e todo o esforço realizado terá sido em vão.
No mundo dos negócios essa premissa é bastante verdadeira. O que seria das empresas e dos consumidores sem o estabelecimento de uma relação? Quando a empresa X deixa de ouvir dúvidas, anseios, reclamações, pedidos ou dicas oferecidos pelo seu público, acontece a quebra de confiança na relação estabelecida, por exemplo, no momento da aquisição de um produto determinado ou da prestação de um serviço. Costumo dizer que é no momento da apresentação de uma reclamação, da troca de um produto seja qual for o motivo ou quando o cliente se mostra insatisfeito com um fato determinado é que temos que demonstrar maior empenho para reverter a situação e fazer com que essa pessoa se sinta satisfeita por ter recorrido a nós. É nesse momento que provamos ao cliente sua importância para a empresa e, finalmente, reconstituímos as bases de uma relação de confiança possivelmente abalada.
Marcelo Ponzoni
Segundo a neurolinguística, levamos 15 segundos para causar uma boa impressão. Acredito que esta seja apenas uma média, pois muitas vezes impressões, boas ou más, já foram percebidas por mim em muito menos tempo. Existem algumas atitudes básicas de boa convivência, mas muitas vezes percebo que nem isto muita gente consegue fazer. Ao cumprimentar uma pessoa, o ato do sorriso, o olho no olho, um firme aperto de mão e um bom dia vivo e sonoro são uma grande oportunidade de causar imediatamente uma ótima impressão, não sendo difícil imaginar o que atos contrários podem causar.
Às vezes, mesmo sem saber por qual real motivo, achamos tal pessoa carismática, afetuosa; um tipo de sentimento que gera uma confiança imediata, uma vontade de continuar conversando. Nos sentimos melhores quando nos deparamos com este perfil, pois temos a nítida percepção de que somos importantes para alguém, pelo menos naqueles instantes. O relacionamento interpessoal – ou melhor, a conquista interpessoal – é um grande processo de desencadeamento de fase: existe a aproximação, da qual falei um pouco, depois existem alguns minutos em que as abordagens, interesses e conhecimentos se entrelaçam, causando uma espécie de avaliação de interesses e assuntos em comum.
Nessa hora, além das palavras, nossos canais sensoriais trabalham mais rápido do que o nosso racional, como uma espécie de experiência química. Colocando dessa maneira, é fácil perceber que todos nós sentimos as mesmas coisas uns pelos outros. Sendo assim, para não me estender muito no assunto, fica muito prático entender que somos espelhos uns dos outros, somos seres que agem por reciprocidade, reagimos quase que igualmente uns com os outros. Dessa forma, acredito que devemos parar um pouco e avaliar nossas atitudes, pois, já que sabemos exatamente como reagimos, é muito simples saber o que devemos fazer para que os outros reajam positivamente aos nossos atos.
Observar nossas reações diante das pessoas pode ser a grande escola para o nosso aperfeiçoamento. Digo que sempre temos uma chance de causar uma boa impressão. Essa chance é agora, a todo minuto, com todas as pessoas, afinal não somos nós que conquistamos nossos caminhos, são as pessoas que nos permitem continuar caminhando. Pense nisso e continue a causar impressões… Positivas, é claro!
Marcelo Ponzoni
Vez ou outra é necessário pararmos alguns minutos para darmos conta de que talvez há alguns dias, semanas, ou mesmo meses, temos vivido automaticamente. Temos olhado para tudo, mas não temos enxergado nada; temos ouvido muitas coisas, mas não temos escutado nada; temos respirado o tempo todo, mas não temos sentido cheiro algum; temos falado sem parar, mas não temos dito palavras de afeto e amor; temos tocado em tudo, mas não temos sentido nada; temos nos alimentado, mas não temos saboreado o gosto dos alimentos.
Na verdade, o dia-a-dia de nossas vidas cria várias barreiras em nossos canais sensoriais, fazendo com que nos tornemos verdadeiros andróides, meros passageiros, não condutores de nossas próprias vidas. Precisamos parar e prestar mais atenção às nossas atitudes. É necessário parar alguns minutos para relaxar, respirar fundo, ouvir uma música suave e sentir não só as emoções do momento, mas outras já vividas. É muito grande o prazer de reviver emoções, de evocar na memória aquelas que foram tão importantes em nossa trajetória.
No nosso corre-corre deixamos de viver sensações importantes. Porque vivemos como loucos, alucinados, correndo de lá pra cá, sem parar um só minuto para conviver com o silêncio. Porque automatizamos nossas ações, passamos dias, semanas, meses, praticando os mesmos atos —levantar, escovar os dentes, tomar um café em pé, sair para trabalhar, percorrer uma grande distância de carro sem reparar nas pessoas, nas avenidas, se há ou não uma árvore florida, almoçar rapidamente, voltar para o trabalho, regressar para casa, ver umas bobagens na televisão, dormir, recomeçar a rotina —, sem um momento sequer para nós mesmos, sem um bate-papo com um amigo, sem uma brincadeira com nossos filhos, sem um telefonema para nossos familiares. Porque nos transformamos em autômatos, paramos de prestar atenção às pequenas coisas que estão ao nosso redor, de ter sensações que são essenciais para o nosso bem-estar.
É necessário conversar prestando atenção nos olhos das pessoas, no sorriso amoroso de nossos familiares, no aperto de mão de nossos amigos. Precisamos dizer para nossos pais o quanto os amamos —ainda que seja por telefone —, beijar e apertar mais nossos filhos em abraços carinhosos (eles crescem tão rápido!), tratar as pessoas no trabalho com mais carinho e respeito (quem não gosta de começar o dia com um cumprimento? quem não gosta de um elogio pelo trabalho bem-feito?) e —o mais importante de tudo — gostar mais de nós mesmos, dar mais atenção ao que pensamos, ao que sentimos, ao que intuímos. Vamos começar a cuidar de nós agora mesmo. Não podemos esperar mais, já perdemos muito tempo.
Marcelo Ponzoni
Lutamos todos os dias com a convicção de que estamos fazendo o máximo, e da melhor maneira, para chegarmos a lugares ainda desconhecidos. Às vezes paramos para pensar — é o que todos nós mais fazemos — e ficamos refletindo no nosso amanhã, no que passou, para onde vamos ou, quem sabe, para onde estamos sendo levados. Sim, porque se realmente pararmos para refletir com seriedade, vamos perceber que muitas vezes não conduzimos nossas vidas, que muitas vezes deixamos nos levar pelas situações, iludidos pelo fato de o amanhã ser desconhecido e, no fundo de nosso íntimo, desejarmos estar em lugares e situações totalmente diferentes daquelas em que normalmente estamos.
Aí surgem as perguntas: para onde estamos indo? Somos conduzidos por uma força desconhecida ou somos reflexo e resultado de nossas próprias atitudes e decisões? Por que nos esforçamos tanto para alcançar nossos objetivos e quando percebemos estamos a léguas tanto do ponto inicial quanto da meta que nos propusemos? Muitas vezes, por não obtermos respostas, abaixamos a cabeça e trabalhamos como verdadeiras máquinas de produção, deixando de lado tudo e todos, focados somente no resultado. Outras vezes paramos e filosofamos sobre nossas atitudes e nos posicionamos tentando entender e agir de maneira modelada por padrões, princípios e lições acadêmicas. As duas atitudes parecem estar corretas, mas o difícil é termos bom senso e sensibilidade para fazer os ajustes necessários e, mais ainda, saber da real eficiência de tudo isso.
Somos orgulhosos de nossa luta diária, de nossos esforços, achando até que somos únicos e que nossa carga é maior que a dos outros. Por isso, diversas vezes nos sentimos superiores, o que nos leva a algumas crenças ilusórias ou mesmo a faltar com a verdade. A mentira, esta erva daninha, tem como vítima principal o próprio idealizador, pois ele terá de fazer um enorme esforço, após as informações terem sido propagadas, para administrá-la, mantendo-a como verdadeira, tornando seu pensamento, sua fala e sua ação eternos escravos das suas fantasias. Quantas pessoas ao nosso redor não estão prisioneiras das verdades (ou mentiras?) a que somente seu íntimo tem acesso?
E como pode um indivíduo ser prisioneiro de si próprio, vivendo vidas totalmente desconectadas das suas reais verdades, tendo a ilusão de que está enganando alguém ou até mesmo levando pessoas a seu redor a viver uma vida que, no fundo, ele sabe que está baseada em falsas verdades? Parece haver uma única verdade: a que está dentro de nós. Por mais que escondamos ou relutemos, a verdade é única e sempre será imposta dentro do nosso íntimo. Meias-verdades não existem: querermos enganar a nós mesmos chega a ser um ato ridículo, é como se fosse uma peneira querendo fazer sombra ao sol. A verdade —no seu amplo e exato sentido —é uma das coisas mais difíceis de ser encarada pelo ser humano. E talvez essa seja a grande justificativa para mascarar a incrível força do vai-da-valsa, atitude que nos deixa cegos para perceber os reais valores e vivermos os verdadeiros momentos de felicidade que escorrem por nossos dedos no dia-a-dia.
Precisamos parar e pensar nas maravilhosas possibilidades de prazer e alegria que deixamos de vivenciar e usufruir por nos deixarmos levar pela incrível força do vai-da-valsa em nossas vidas. Precisamos nos dar conta de que existe apenas uma verdade, que ela é única, e só cada um de nós tem a possibilidade de colocá-la em prática. Buscar a verdade íntima pode ser um ponto de partida para se obter equilíbrio interno e, conseqüentemente, paz de espírito.
Marcelo Ponzoni
Às vezes não acreditamos que somos capazes, mas basta sermos desafiados para que as forças surjam e nos surpreendamos positivamente. Por mais que nos conheçamos, subestimamos nossa capacidade de enfrentar os desafios, ficamos preocupados com o que irão achar de nossas performances, temos verdadeiro pavor de nos expor, e assim acabamos deixando de lado inúmeras oportunidades em que poderíamos nos destacar ou até mesmo enfrentar olho no olho os nossos limites.
No fundo é uma mistura de medo, falta de atitude e um pouco de comodismo. Precisamos todos os dias, para o nosso próprio bem e desenvolvimento, ser corajosos e vencer os desafios que nos amedrontam. Precisamos encarar os fantasmas e assim ultrapassar barreiras e superar nossos próprios limites.
Relembro um dia em que as circunstâncias me encostaram num canto e a última saída – se não quisesse fugir, deixar escapar, omitir – era encarar. Como optei por encarar o desafio daquele momento, percebi que era capaz de vencer muitos outros. E foi o que ocorreu. Porque o primeiro passo havia sido dado, aprendi a lidar com circunstâncias adversas. E hoje, se existe uma coisa que me provoca, é ser desafiado a fazer algo que pareça impossível ou uma situação em que me sinta subestimado pelo provocador. Não sei, é uma mistura explosiva de raiva, gana, garra, um sentimento de provação e superação. Não devo ser o único a pensar e a sentir dessa forma, penso que muitos sentem ou já passaram por situações semelhantes.
Longe de nós o orgulho bobo, que disfarça insegurança. Longe de nós o conformismo, a crença de que nossos limites se definiram, o aprisionamento em cenários criados por nós mesmos. Por que não demonstrar que temos sangue nas veias?
Todos nós podemos mais, todos nós sabemos mais e todos nós, no fundo, queremos mais. Mas o sentimento simples de querer jamais nos levará a algum lugar. Somente a vontade e a atitude é que realmente poderão nos levar a ir além dos nossos próprios limites. Somente o merecimento suado contemplará o sucesso permanente. Chegar lá é somente a primeira etapa de uma escalada sem fim…
Marcelo Ponzoni
Na ficção, uma linda historinha de criança; na vida real, uma grande verdade velada.
Espelho, espelho meu, existe alguém mais esperto, mais sábio, mais exuberante, mais perspicaz, mais corajoso, mais inteligente, mais astuto, mais tudo de bom do que eu?
Diz o espelho: SIM… existem muitos outros!!!
Assim como numa historinha de criança, não damos grande atenção ao que ouvimos, ignoramos a verdade, e nossa vida segue com as falsas verdades que criamos dentro do nosso pequeno universo de contos de fada.
A vida nos deu a capacidade de, com aparentemente dois pequenos olhos, enxergar a imensidão do mundo; com dois ouvidos, escutar todos os sons que nos rodeiam e, através das mãos, da boca e do nariz, sentir a totalidade das percepções que nos rodeiam, uma verdadeira massa de informações que nos são entregues todos os dias, a fim de compilarmos e assim definirmos nossos valores, nossas verdades, nossos princípios.
O fato de podermos interagir dessa maneira com a imensidão do espaço às vezes nos leva a acreditar, ilusoriamente, que somos mesmo do tamanho de tudo aquilo que estamos vendo e sentindo, e não parte integrante de todo este universo. Esquecemos às vezes que nossas virtudes, advindas da relação com o universo, são capacidades comuns a todos… Acabamos tendo uma falsa sensação de poder sobre alguns grupos, poder que é simplesmente produto de nossa própria imaginação.
Pare um minuto e avalie suas relações com os outros. Seja frio nesta hora: é só um exercício muito íntimo. Entre as pessoas que estão a seu redor, por quais delas você realmente faria algo de coração, com vontade, por reciprocidade, sem ter o mínimo interesse? Agora faça o inverso: quantas pessoas você acredita que fariam o mesmo por você com tamanha sinceridade?
Vamos mais longe. Avalie dentre essas pessoas quais são aquelas por quem você tomaria atitudes voluntárias e quais são as que também tomariam essa atitude por você, quais os motivos que o levam a isso e vice-versa… o que você fez para merecer isso e vice-versa… quanto o poder da hierarquia tem a ver com isso e vice-versa…
Quando começamos a formular essas questões, sentimo-nos como se alguém nos tivesse encostado na parede… começamos a refletir de fato sobre o que é que estamos realmente fazendo em nossos dias —com nossos dias e dos nossos dias —, como estamos nos comportando… o que construímos até o momento… o quanto tudo isso tem a ver com o nosso sucesso ou com o nosso insucesso… quanto tudo isso reflete na nossa felicidade e na nossa paz de espírito.
De uma coisa eu tenho certeza: você começará a ver que a resposta do seu espelho não está tão errada como você imaginou.
No fundo somos iguais nas ações e nas percepções —uns mais ativos, outros menos…; uns menos sensíveis, outros mais… —, fazendo com que nossas conquistas, positivas ou não, sejam 100% reflexos de nossas atitudes, as quais, por sua vez, são de nossa única, exclusiva e total responsabilidade.
Marcelo Ponzoni
Uma das coisas mais naturais no dia-a-dia das empresas são as constantes desavenças e os intermináveis conflitos. Eles, com o tempo, acabam contaminando ambientes e por diversas vezes excluindo das corporações pessoas que, no fundo, são altamente capacitadas e talentosas.
Quando observadas de fora, vê-se que essas situações não passam de falta de habilidade nas negociações interpessoais. Saber fazer negociar nesse nível é de suma importância, não só para o bem-estar dos que estão envolvidos como para o bem-estar geral.
Todas as ações dos seres humanos consistem na tentativa de uma aquisição, seja ela material, seja emocional. Quer queiramos, quer não, a linguagem é sempre intencional. Quando iniciamos nossa fala, já direcionamos o processo de solicitação de algo que queremos, uma opinião ou uma crítica. A forma como construímos nossas frases e o modo como são pronunciadas interferem sobremaneira na forma como a mensagem é recebida. Partindo do princípio de que ”existem várias maneiras de se dizer a mesma coisa”, não custa começarmos a fazer esse exercício que pode nos ajudar muito em nossas relações no trabalho, na família, no nosso grupo social.
Nesse sentido, temos muito a aprender com o pessoal de vendas. Um vendedor jamais irá dizer NÃO, de saída, quando o comprador inicia uma negociação, assim como um comprador não virará as costas imediatamente assim que ouvir o primeiro preço anunciado pelo vendedor. O diálogo sempre se estende, e isso ocorre porque as duas partes estão interessadas no processo: de um lado o vendedor, que quer efetuar a venda; de outro o comprador, que quer efetuar a compra. E não é outra a situação que ocorre nas empresas —há necessidade de se vender um determinado produto —, mas como os que ali trabalham não entendem o processo desta maneira, começam os conflitos nas relações interpessoais.
O problema pode estar só com um dos envolvidos no processo, o que pode ser detectado quando se ouve não apenas uma, mas várias pessoas que precisam negociar com ele. Se várias opiniões confirmarem o que é dito a respeito de uma pessoa, melhor chamá-la e mostrar-lhe, em tom de conversa adequado, como os conflitos podem ser resolvidos. Às vezes, a pessoa vista como “difícil” não se deu conta de que, mesmo entre os pares, dentro de uma equipe, precisa haver negociações. Elas não são exclusivas do processo comercial de compra e venda
Quem conhece o ritmo de uma agência de publicidade sabe o que significa o fator tempo. Se o o atendimento aceita uma solicitação de um cliente com a máxima urgência, mesmo sabendo que internamente a agência está no limite de sua capacidade, precisará de muita habilidade para negociar com seus pares. Precisa também estar preparado: certamente será “apedrejado de maneira rude e grosseira”, assim que iniciar o processo de solicitação dentro da agência, se não souber escolher as palavras certas, se não amenizar o tom ao falar com seus pares. Afinal, atender ao cliente, prestando-lhe o serviço solicitado, assegura a sobrevivência de todos dentro da agência. Logo, há necessidade dos envolvidos gerarem abertura na negociação, para que tudo se concretize da melhor forma possível..
As negociações interpessoais necessitam de um enorme bom senso: ora você é o comprador, ora o vendedor; ora você perde, ora ganha. Ponto básico nessas negociações é o extremo respeito e o sentimento de vontade das partes, já que, de um lado, há um “eu quero muito e preciso comprar” e, de outro, um “eu quero muito e preciso vender”.
Tudo parece muito simples, e o é, desde que as pessoas estejam comprometidas com a permanência do bom relacionamento entre todos da empresa.
Ser bom em relacionamentos é ser um bom negociante. Sendo assim, vamos às compras, que as vendas com certeza serão bem-sucedidas.
Marcelo Ponzoni
Algumas pessoas costumam se questionar (ou questionar outras que estão a seu lado): como transformar um sonho em realidade? Por que algumas pessoas conseguem pôr em prática o que idealizam e outras passam anos sonhando com algo que não conseguem realizar?
Há os SONHADORES e os REALIZADORES DE SONHOS. A diferença básica entre os SONHADORES e os REALIZADORES DE SONHOS está justamente em como eles se relacionam com os sonhos.
Há os que entendem seus sonhos como flashes de imagens de uma realidade futura em formação e, apesar de vê-los de uma maneira muito realista , preferem guardá-los em seu subconsciente para resgatá-los de vez em quando, relembrando deles vez ou outra ou modificando-os conforme os acontecimentos resultantes de algumas decisões e atitudes. Esses são os sonhadores: permanecem com a falsa sensação de viver algo real, mas não necessariamente parte da realidade; guardam seus sonhos somente para si, imaginando que alguém possa roubá-los.
Já o REALIZADOR DE SONHOS decide-se pela atitude imediata, compartilha e vende seu sonho a todos, procurando envolvê-los e, assim, ganhar seguidores.
O SONHADOR eleva seus sonhos a patamares praticamente intangíveis. O REALIZADOR DE SONHOS, por sua vez, desenvolve uma seqüência de sonhos a partir de atitudes e concretizações sucessivas e mutantes, amarradas a um sonho macro que, normalmente, não tem fim, pois cada realização de um sonho o faz sonhar com mais intensidade, cultivando dentro de si a autoconfiança e a convicção, como um círculo vicioso de sonho.
O SONHADOR questiona as oportunidades e os ambientes em que está inserido; o REALIZADOR DE SONHOS cria as oportunidades para gerar seus próprios resultados, retirando de seu ambiente as melhores capacidades que possam realmente auxiliá-lo na concretização de seus sonhos.
Finalmente, o SONHADOR, com o passar do tempo, se deprime, pois alimenta a crença de uma conquista mágica e repentina, enquanto o REALIZADOR DE SONHOS constrói seu sonho um degrau por vez, dia após dia, exercendo somente o papel de guia. A velocidade das decisões e a praticidade das atitudes definem a velocidade das conquistas.
E você… o que é? Um SONHADOR ou um REALIZADOR DE SONHOS?
Marcelo Ponzoni
Acordo. Mais um dia. Tentarei fazer dele o melhor de todos: melhor que ontem, mas não tão bom quanto o de amanhã. Olho no espelho e já consigo me vender algo. Como se comprasse a mim mesmo, num exercício matinal de auto-estima e autoconfiança. Sigo alguns rituais. Tomo um ótimo banho e me sinto realmente higienizado de corpo, alma e mente. Leio as primeiras informações para ter conhecimento de alguns assuntos e estar apto para ter o ponto de vista no momento adequado.
Gerar idéias e aproveitar oportunidades de contatos com alguns temas que sejam de interesse comum com prospects ou clientes ou, até mesmo, para agitar o networking. As oportunidades em minha vida sempre ocorreram em dias em que acordei extremamente entusiasmado. Em que procurei fazer todas as minhas atividades com excelência, focado no aproveitamento da oportunidade que ali estava. Com o tempo, passei a pensar em que consistia a diferença de as ter em determinados dias e em outros não. Mesmo sem ainda ter absoluta certeza se era ou não a forma de pensar que fazia a diferença, fui me policiando a ver todos as dias como se fosse o meu primeiro, ou o único, ou o grande dia da oportunidade. Confesso que, a partir do momento em que comecei a pensar e a agir desta forma, minha vida mudou. Dias de oportunidades verdadeiras eram aqueles de pensamentos extremamente positivos. Então os outros também começaram a ser dias de construção de oportunidades.
Todos os dias me sinto crescer, abrindo novas oportunidades, aprendendo com os inúmeros erros que cometo, sem culpa, mas com enorme responsabilidade. Desbravar um novo dia é papel fundamental do vendedor que tem paixão pela arte de envolver, conquistar e literalmente vender algo que, na maioria das vezes, é uma venda intangível, que aparentemente não se concretiza no momento, mas que solidifica um alicerce da venda futura que irá acontecer para quem acredita que a venda esteja muito próxima. É só uma questão de tempo. Sou convicto e confiante no meu futuro. Ele já está desenhado. Sorte de quem estiver comigo! Amo vender, sou um vendedor e me orgulho desta função com os resultados que a vida me ofereceu.
Marcelo Ponzoni